Câncer de mama ainda é a causa mais frequente de óbitos entre mulheres

Câncer de mama ainda é a causa mais frequente de óbitos entre mulheres

Neste mês destinado ao controle e prevenção do câncer de mama, neoplasia que é a mais incidente em mulheres no mundo, o Conselho Regional de Administração de Goiás (CRA-GO) abraça a Campanha do Outubro Rosa.

A Campanha é um movimento internacional que percorre todo o mês de outubro em conscientização da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Além de chamar a atenção das mulheres para a necessidade de frequentar o médico e de fazer a mamografia, também estimula que elas se toque e sempre façam o autoexame das mamas.

O termo ‘Outubro Rosa’ surgiu na década de 90, nos Estados Unidos e após aprovação do Congresso Americano, as ações ganharam força no cenário mundial. O laço rosa, símbolo da Campanha, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, durante a primeira Corrida pela Cura, realizada em 1990, na cidade de Nova York.

Em meados de 2002, o Brasil deu os primeiros sinais de alusão ao mês rosa, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado com luzes cor de rosa. Somente em 2008 que a movimentação tomou conta do país, onde várias cidades promoveram corridas e iluminaram suas entidades com a cor rosa durante a noite.

Estatísticas

De acordo com informações da Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC), em 2020 cerca de 2,3 milhões de casos foram diagnosticados. Ainda conforme dados do IARC, órgão integrante da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de óbitos pela doença chegou a 684.996 no ano passado. Os dados demonstram que o câncer de mama é a causa mais frequente de morte por câncer na população feminina.

Tratamento é a melhor solução

Com relação ao tratamento, mesmo com a evolução científica é extremamente importante a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer. Os altos índíceis de casos deixam claro a importância do Outubro Rosa, que quando diagnosticada precocemente aumenta em até 95% as chances de cura, de acordo com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA).

O autoexame é o primeiro passo, e conhecer o próprio corpo é essencial para identificar qualquer sinal que fuja do padrão. Apesar de importante, o autoexame não é o mais preciso para identificar o câncer de mama. Independentemente da idade, consultar um ginecologista é a principal etapa, pois somente o profissional poderá solicitar exames de precisão e encaminhar para um médico mastologista, que fará o diagnóstico e indicará o melhor tratamento.

A partir dos 40 anos, passa a ser obrigatório realizar a mamografia anualmente, conforme recomenda a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como praticar atividade física, peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e amamentação.   

Na página oficial do INCA, o Instituto oferece várias dicas e orientações para contribuir com a saúde da mulher. Lembrando que nada substitui uma avaliação pessoal médica no Serviço de Saúde.

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