Polícia do Espírito Santo prende suspeito por atuar com diploma falso

Polícia do Espírito Santo prende suspeito por atuar com diploma falso

Um homem que não teve sua identidade revelada pela polícia foi preso na última sexta-feira, 24, pela Polícia Civil do Espírito Santo na “Operação RH”, suspeito de promover desvios financeiros enquanto trabalhava no setor administrativo da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, capital do estado. 

Ainda em 2015, o Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) fez uma denúncia ao Ministério Público do Espírito Santo (MPE) contra o suspeito de desviar mais de um milhão de reais da Santa Casa. Na ocasião, a denúncia foi por diploma falso de conclusão de curso para obter registro profissional junto ao Sistema CFA/CRAs, habilitação obrigatória para o exercício da Administração.

O agora ex-funcionário, atuava ilegalmente como gerente financeiro de um hospital estadual, e mais recentemente como gerente de Recursos Humanos da Santa Casa de Vitória. 

“Na época, acionamos o hospital e o Ministério Público Estadual para fazer a denúncia sobre o exercício ilegal da profissional e o uso de diploma falso para obtenção do registro profissional no CRA. A habilitação para o exercício da Administração é obrigatória e já havia sido comunicado à Santa Casa de Vitória pelo Conselho”, explica o fiscal do CRA-ES, Felipe Borges.

Fiscalização

O Conselho Regional de Administração (CRA) é uma autarquia federal criada pela Lei 4769/65 com a missão de garantir gestão profissional, por meio de habilitação, fiscalização e disciplina profissional, garantindo o zelo técnico e ético das práticas de gestão e administração nas organizações públicas e privadas.

Exigir o registro profissional é a única forma de inibir a apresentação de diploma falso, em especial para os cargos de gestão de Recursos Humanos, administrativa e financeira. 

As organizações que deixam de exigir habilitação profissional do CRA para o exercício de cargos de gestão e administração, estão sujeitas a infringências éticas e técnicas, pois abrem margem para o exercício sem qualquer responsabilização profissional e crivo regulatório do código de ética do profissional da Administração.

O CRA-ES sempre se colocou à inteira disposição da sociedade para consultas e orientações sobre a profissão da Administração, bem como comunica e reforça com frequência a necessidade da exigência de registro profissional em processos seletivos.

Assessoria de Comunicação CFA, com informações do CRA-ES 

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